A SolidariedadeTalvez até por intuição, segundo o relato do fotógrafo essa ave que chama o companheiro já sem vida, permaneceu durante o dia todo pousada próximo à ave morta parecendo pedir algo.
Pulava de galho em galho sem temer os que se aproximavam até chegar bem próximo ao fotógrafo.
A SolicitaçãoE cantou num tom triste. O homem imaginou que ela pedia algo.
Ela voou até o corpinho, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo.
E o homem entendeu.
Foi ao meio da rua, retirou a ave morta e colocou no canteiro indicado.
Só então a ave solidária levantou vôo e atrás dela todo o bando.
A Despedida.Num olhar triste tendo a consciência do companheiro morto, como num último gesto de respeito e talvez até devoção a ave permanece alguns segundos junto ao corpinho antes dele ser retirado da rua para o jardim, a seu pedido.
A foto traduz a eloqüência dos fatos, a essência do entender sem nada precisar pronunciar.
Uma Questão de Amor & Carinho.Num ato emocionante todo o bando segundo o relato de testemunhas, com dezenas de aves sobrevoaram o corpinho do companheiro morto antes de partirem.
A foto diz quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.
Um grito de dor e lamentoAquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente, só ela voltou ao corpo e num grito de não aceitação da morte, ainda tenta chamar o companheiro à vida ou uma despedida de amor e carinho como quase não mais existe entre os homens racionais aqui da terra
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